É verdade que não estava nevando mas, quando acordamos e ligamos a TV, o noticiário informava: "El frio polar llego!!" quer dizer, o frio do pólo sul chegou!! A temperatura, continuava o repórter, estava 6 graus, porém com a sensação térmica de 4, devido ao ventinho que soprava! E que a mínima chegaria a 2 graus!!! Entretanto, como dizia
minha bisavó, quem está na chuva é para se molhar... Então, fomos à luta: tomamos nosso café da manhã, nos agasalhamos bem e saímos. O plano era ir até o Unicenter, um shopping que fica distante do centro de BsAs a uma hora, de ônibus, e que é muito frequentado pelos locais, ou seja, poucos turistas. Já havíamos estado lá em outras oportunidades e, realmente, a quantidade de lojas, de produtos e seus preços agradáveis são um convite para visitá-lo. Existia um ônibus que fazia este translado, gratuitamente, mas não existe mais. Pensamos bastante e resolvemos que não iríamos mais lá, que iríamos passear ali pelo centro mesmo e, quem sabe, descobrir algo diferente do turismo tradicional que os brasileiros praticam aqui. Aliás, diga-se de passagem e, reiterando o que escrevi no dia de ontem, nossos compatriotas invadiram a cidade "com força". São grupos inconfundíveis de pessoas, compostos de senhores vestidos com seus
paletós de couro e as senhoras com suas botas de cano longo, casacões e echarpes coloridas, além de muita maquiagem e sacolas de compras penduradas. E felizes, com seus sorrisos estampados no rosto e suas conversas sobre as taxas de conversão de dólares e/ou reais para pesos argentinos. Caminhamos bastante pelas ruas da redondeza onde estávamos hospedados: calle Florida, Corrientes, Lavalle... Todas tem muito comércio, para atender tanto aos muchachos como a nós, brasileiros, com muito ou pouco dinheiro no bolso e, principalmente, no que diz respeito a produtos de couro, souvenirs e roupas esportivas com motivos argentinos, nas cores azul claro e branca. Qualquer um pode se vestir, do boné ao calçado, passando pelas roupas íntimas e agasalhos, ostentando a representação da
nação porteña. Lá pela uma da tarde e depois de alguns quilômetros de caminhada, fizemos nosso primeiro pit stop: paramos numa cafeteria e, já que o frio persistia e a fome dava sinais de vida, Mary e eu dividimos uma fatia de uma torta de legumes, ela pediu um chocolate quente e eu um espresso duplo. Aí, devidamente reabastecidos com o combustível necessário e suficiente para mais andanças, seguimos nossa meta, que era perambular mesmo. Na calle Lavalle nos deparamos com mais uma apresentação de tango, em torno da qual muitas pessoas param e admiram a música, os passos e rodopios da dança um tanto quanto "erótica" que as dançarinas e os dançarinos, vestidas com roupas bem características, exibem em plena calçada e arrecadam algum dinheiro dos transeuntes e fãs do gênero. Continuamos nossa caminhada e fomos até o fim da rua do nosso hotel, a Reconquista, na direção da Plaza SanDica gastronômica: Arturito, Av. Corrientes 1124
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