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domingo, 18 de julho de 2010

7º dia: último em Ushuaia

Iniciamos hoje nossa viagem de volta ao Brasil. O transfer do hotel para o aeroporto local estava marcado para 13:00 h e o vôo para Buenos Aires para as 14:55 h. Com a manhã disponível resolvemos conhecer o "Glaciar La Martial", uma estação de esqui que ainda não estava funcionando neste inverno. Contratamos um "Remis", que é um sistema de táxi muito usual na Argentina. Os veículos não tem taxímetro mas as corridas são tabeladas e eles são associados a uma cooperativa ou algo similar, com rádio-chamada e controle. Pagamos AR$24 pela ida. Se quiséssemos que o motorista nos aguardasse pagaríamos mais uns pesos por minuto. Chegamos ao local em 15 minutos e, para sorte nossa e azar do motorista, furou um pneu exatamente no momento da chegada. A estação conta com várias pistas, este teleférico e dois restaurantes/cafeterias, só que tudo fechado. Ficamos uns 20 minutos ali e resolvemos retornar ao centro da cidade. Havia um turista num táxi e pedimos ao motorista para chamar um dos seus colegas para buscar-nos. O turista ofereceu-nos carona mas o motorista do táxi "convenceu-o" de que o outro táxi já estava vindo, que seria melhor não pegarmos a carona com ele e sim irmos no outro táxi... Agradecemos a oferta e ficamos esperando o outro chegar, o que não demorou nem 10 minutos. Neste táxi, o motorista, Lúcio, já tinha estado no Brasil e, muito falante, queria porque queria que nós o deixássemos levar-nos até o Cerro Castor, no Vale de Los Lobos, um passeio belíssimo, onde poderíamos ver uma criação de cães "huskies siberianos" , aqueles que puxam trenós, que fica a 40 minutos de onde estávamos. Ele insistiu muito para irmos lá, que "só" cobraria AR$200 (!) e que seria o melhor passeio de Ushuaia. E, ainda, que estaríamos no hotel, de volta, no horário do transfer. Agradecemos muito, apesar da insistência dele, que já estava ficando irritante, e pedimos para nos deixar no nas proximidades do Museu Marítimo. E assim foi feito, a contragosto do Lúcio! Descemos do automóvel e, caminhando naquela manhã fria pela Avenida San Martin, entramos numa cafetria, onde Mary tomou um chocolate quente e eu um espresso. Devidamente aquecidos, voltamos para nossa caminhada na avenida até a nossa já conhecida "Fiambreria e Vinoteca El Duende", onde encomendaríamos nosso lanchinho para fazermos antes de embarcar. Repetimos a dose do dia anterior, pedindo dois sanduiches de jamón y queso, tostados, só que, desta vez "para viagem", e duas cervejas Capehorn. Colocamos tudo dentro de uma sacola e seguimos para o hotel, onde nossas malas já nos aguardavam na recepção desde que fizemos o check-out, cujo horário máximo era às 10:00h. O transfer chegou exatamente no horário e fomos os únicos a bordo do veículo que nos deixou no aeroporto. Fizemos, então, nosso check-in no balcão da Austral, pagamos a taxa de embarque (AR$14 cada um - só em dinheiro, pesos argentinos ou dólares ou euros!), despachamos as malas e fomos para um cantinho do saguão a fim de "traçarmos" nossos sandubas. No caminho encontramos com as brasileiras de Angra dos Reis, que também embarcariam no mesmo vôo, e dei de presente para elas dois exemplares do meu livro "Histórias e receitas de uma Confraria (ainda) sem nome", as quais me agradeceram muito. Ao chegarmos ao aeroporto registramos uma última imagem de Ushuaia, com as montanhas ao fundo. No horário previsto embarcamos e, junto conosco, um grupo de adolescentes locais, que, pelo que entendemos, iriam para Buenos Aires participar de um jogo de futebol. Os meninos estavam acompanhados por um senhor, que poderia ser o treinador, sei lá! E eles estavam energizadíssimos, pois durante todo o vôo pertubaram um bocado. Eles davam tapas na cabeça uns dos outros, derramavam o açúcar servido em saquinhos na cabeça dos mais novos, levantavam, sentavam, mudavam de lugar, até que um menino que viajava ao lado de Mary e cujos pais estavam na classe executiva do avião, chamou a aeromoça e pediu providências, pois estava difícil de aguentar aquela "zona"... Ela veio, deu um corretivo verbal nos jovens e Mary aproveitou a ocasião e pediu para eles trocarem de fileira de poltronas: ela e o menino foram para mais atrás e os adolescentes mais para a frente. Mas as brincadeiras não cessaram de todo e fomos assim até Buenos Aires! Aterrissamos no Aeroparque e já havia uma van nos aguardando. As cariocas e mais um casal, este de Campos dos Goytacases, RJ, também foram junto conosco. Nós ficamos no Howard Johnson Plaza Hotel, situado na Calle Florida e os demais foram para outros hotéis. O casal de Campos nos disse que adora o Espírito santo, que sempre viajam para lá, principalmente para a região de montanhas, mais precisamente Pedra Azul, distrito do município de Domingos Martins. A entrada do hotel é meio estranha, pois fica no nível da rua, só que a recepção fica um pavimento acima. Então, pegamos o elevador e, aí sim, fizemos o check-in. O recepcionista nos informou a respeito do horário e do local do café da manhã, porém nosso vôo decola de BsAs às 4:55 da manhã (ninguém merece!) e alguém virá nos apanhar às 3:55 h (!!!). Então tínhamos que acordar e levantar por volta das três e meia da matina!!! E não havia café da manhã naquele horário... Subimos, deixamos a bagagem no quarto e partimos para a Falabella, uma enorme loja de departamentos, também na Florida, onde já havíamos estado anteriormente. Lá Mary comprou um edredon de pena de ganso por um preço imbatível, além de alguns "instrumentos" de cozinha. Continuamos andando até a Calle Lavalle, procurando um local para comermos algo. Entramos no Café, Pizza e Restaurant Los Imortales, o qual, segundo propaganda própria, tem la mejor pizza del microcentro. Por sinal, descobrimos que a Argentina é o segundo maior consumidor mundial de pizza, só perdendo para a Itália! Pelo interior do restaurante, a decoração, as mesas, pudemos confirmar que ela é realmente antiga. Estava "lotada" mas conseguimos logo uma mesa. Nos acomodamos e aguardamos o mozo (garçon) nos atender. Ele passou por nós umas cinco vezes, fingindo que não nos via, atendendo as mesas ao lado, até que nos trouxe o cardápio. Pedimos duas canecas de chopp (Isenbeck) e uma pizza mediana de mozzarela, tomates e azeitonas. Pedi mais um chopp e uma água tônica e o garçon nos trouxe um pratinho com fatias de massa assada de pizza, torradinha, como entrada. A pizza não demorou muito a chegar e estava muito saborosa. Comemos e, satisfeitos, pagamos a conta (AR$84+10%) e voltamos para o hotel. No caminho paramos num kiosco e compramos algumas caixas de alfajores, aqueles deliciosos sanduiches de biscoito recheados com o incomparável doce de leite argentino e cobertos com chocolate ou açúcar, para levarmos de presente. Chegamos no hotel, rearrumamos as malas e, depois de um banho, tentamos dormir. Coloquei o relógio para despertar às 3:25...

Dica gastronômica: Café, Pizza e Restaurant Los Imortales, Calle Lavalle, 746, Centro, Buenos Aires.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

4º dia: Buenos Aires x Ushuaia

Hoje foi o dia de voarmos para Ushuaia. O horário do transfer para o Aeroparque era 14:00 h, no hotel. Tomamos nosso desayno, acabamos de arrumar nossas malas e descemos com elas, de maneira a deixá-las no depósito do hotel, que o recepcionista Fernando havia nos informado que estaria à disposição, até a hora de irmos para o aeroporto. Não estava muito frio, mais ou menos 14 graus. Resolvemos que íamos até o bairro de Palermo, usando o metrô (subte, como eles falam aqui). Fomos até a estação mais próxima, a de Lavalle, onde embarcamos. O ticket custa AR$1,10 por pessoa, para uma viagem. Depois de algumas baldeações, tomamos a linha verde até a estação Ministro Carranza, onde descemos. Dali chegamos até a Avenida Santa Fé, mais ou menos a uns 4 km do centro da cidade e do nosso hotel. Esta avenida possui um comércio muito ativo em toda sua extensão. Nela fica o Alto Palermo Shopping, um dos maiores e mais diversificados de Buenos Aires e onde a moda porteña está bem representada nas mãos de John L. Cook, Ona Saez, Kosyuko, Ayres, Akiabara, Prototype, entre outros. Como tínhamos tempo, seguimos andando avenida abaixo tranquilamente, observando a arquitetura local, os hermanos provavelmente se dirigindo aos seus locais de trabalho e o trânsito de veículos, também muito intenso. Cabe um destaque para os ônibus (buses), que, em sua grande maioria, são bem coloridos, não muito novos e "voam baixo", literalmente. De longe sabemos que um deles está chegando próximo a nós, porque possuem um sistema de freios a ar comprimido que fica "espirrando" constantemente, como se estivesse gripado... No caminho entramos numa casa de câmbio, onde troquei cem reais por pesos, recebendo AR$1,90 por R$1,00. Também neste trajeto consegui comprar uma garrafinha de Brandy, daquelas de bolso, de maneira a prevenirmo-nos quanto a uma ocasional onda de frio para encarar lá na Patagônia. Chegando ao centro fomos até a casa de câmbio ALHEC, na avenida Paraguay, onde Mary trocou alguns reais, só que estavam pagando AR$2,06 por R$1,00! Estava quase na hora do transfer chegar e a fome estava dando o ar da sua graça. Paramos, então, no Citybar, pertinho do hotel, e descobrimos que é um restaurantezinho onde os locais, aqueles que trabalham ali por perto em escritórios e lojas, fazem uma refeição ligeira, como, por exemplo, que vimos sendo servidos nas mesas, milanesas, parmentiers, etc. Pedimos duas empanadas de carne e duas de presunto e queijo e as saboreamos juntamente com uma cerveja Quilmes Cristal. Ótima pedida! E a conta: AR$25, com a gorjeta. O transfer foi britânico: às 13:55 estava no hotel para nos apanhar e já o aguardávamos no saguão. Foi só colocar as malas na van e seguir para o aeroporto. No caminho paramos em outros dois hotéis e um casal em cada um deles embarcou também. O segundo casal (olha só que luxo!) estava com uma menininha de uns 4 ou 5 anos de idade e sua babá! Assim é bem mais fácil viajar com crianças... Durante o percurso os casais foram conversando e contando seus passeios ao Tigre e aos shoppings bem como, obviamente, sobre suas compras. Apesar do trânsito meio caótico no centro da cidade, desembarcamos no Aeroparque menos de meia hora depois, pegamos nossas malas e fomos direto ao check-in da Austral, que é uma subsidiária das Aerolíneas Argentinas. Rapidamente nos desvencilhamos das bagagens, pegamos nossos boarding passes e nos dirigimos à sala de embarque. Passamos pelo aparelho de raio-X e, sem problemas, aguardamos chamarem nosso vôo. No horário previsto subimos a bordo e, precisamente às 16:05 LT, decolamos rumo a Ushuaia. A viagem durou 3 horas. Durante o vôo nos serviram um sanduiche frio de presunto e queijo que deixou a desejar... Mary tomou refrigerante e eu uma cerveja Isenbeck e um café. Às 19:15, quando aterrissamos, já estava escuro. É que, nesta época do ano, ou seja no inverno, os dias clareiam tarde e escurecem cedo. O aeroporto da cidade é novinho, construido com suas estruturas em madeira, bem funcional. O Juan Carlos, motorista da van que nos levaria até o hotel, estava nos aguardando. Falando um portunhol perfeito, fomos conversando até chegarmos ao centro, em dez minutos de viagem. Pedimos a ele umas recomendações de onde poderíamos jantar um bom pescado e ele nos forneceu algumas. Ele nos deixou no Hotel Fueguino (de Tierra del Fuego, entenderam?), que fica no início da segunda rua paralela à avenida que margeia o porto e a cidade, quer dizer, quase dentro do "burburinho"! Descíamos um quarteirão e estávamos na Avenida San Martin, onde estão localizadas as lojas, cafés, restaurantes e alguns hotéis: é a rua principal da cidade! O hotel não é muito grande, como tudo aqui em Ushuaia. É novo, o pessoal de atendimento é muito atencioso, tem sauna, sala de massagens e uma pequena academia de ginástica, isto tudo incluido no preço que pagamos. Nos acomodamos, deixamos as malas no quarto e saimos andando pela cidade, para o primeiro "reconhecimento" do terreno. A temperatura era de 7 graus mas não ventava: estava confortável, desde que agasalhados. Achamos um locutório e telefonamos para nossos filhos no Brasil. Seguindo uma das indicações do Juan Carlos, fomos jantar no restaurante "Tia Elvira", que fica na Avenida Maipú, que é a avenida "beira-porto", podemos assim dizer. Sentamo-nos perto da janela, onde pudemos apreciar o movimento de carros. O de pessoas, pelo menos nesta rua, era mínimo... Troxeram-nos uns pãesinhos e manteiga, os quais "devoramos". Mary foi de "Merluza ao gorgonzola", que era um filé gratinado com este queijo e champignons e estava uma delícia. Eu pedi uma "Merluza à Napolitana", também um filé gratinado com queijo e molho de tomates, muito saborosa. Acompanhamos tudo com uma garrafa do vinho branco "Vognier Finca la Linda", o qual harmonizou perfeitamente com os pratos. Finalizei com um espresso. A conta: AR$184, incluindo a propina. O final da noite não podia ser diferente: hotel e cama. No caminho entramos num kiosco e compramos água mineral (é sempre bom levar uma garrafa para o hotel, já que neles o preço é de "tirar o couro"...). Fazia mais frio porém o quarto do hotel era aquecido, até demais. O piso do banheiro também, o que era uma boa! De tão aquecido que estava o quarto, desliguei o aquecedor e abri um pouco a janela para amenizar a temperatura, pois estava ficando desconfortável. Melhorou... Fomos dormir, pois no dia seguinte, às 9 horas, vamos a uma excursão no Parque del Fin del Mundo. Boa noite!
Dicas gastronômicas:
- City Bar, Av. Reconquista, 650, Buenos Aires (almoços rápidos, empanadas, milanesas)
- Restaurante Tia Elvira, Av. Maipú, 349, Ushuaia (pescados, centollas, frutos do mar)